A crise econômica, você, sua empresa e a educação financeira.

A crise econômica, você, sua empresa e a educação financeira.

Está cada vez mais difícil falar de finanças pessoais sem tratar da crise da economia brasileira. Tentarei trazer nesse post uma leitura mais confiante deste cenário e o quanto a crise pode gerar de oportunidades, incluindo as empresas como fomentadoras de educação financeira e os efeitos em seus colaboradores. 

Não é novidade para ninguém que vivemos num ambiente de incertezas entre os consumidores e empresários, com retração nos investimentos, muita cautela e maior proteção do patrimônio e do capital. 

Essa redução nos investimentos é relevante e tem impacto direto na vida do trabalhador, pois é reflexo do ciclo perigoso que vivemos, onde se vende menos, as receitas caem e, consequentemente, diminui a expectativa de melhora na renda. 

Para evitar que esse ciclo se prolongue, as empresas começaram a agir e se movimentaram de forma muito interessante para garantir a manutenção do consumidor interno. Os efeitos no curto prazo serão observados.

É crescente o número de empresas que adotam programa de educação financeira destinados aos funcionários e seus familiares.

A aplicação é simples, feita através de palestras, atendimentos pessoais e workshops, e tem como foco a busca constante de uma relação saudável com o dinheiro, estimulando e priorizando a realização dos objetivos pessoais, recuperando a autoestima e promovendo o autoconhecimento.

Além de todos os benefícios na vida pessoal, as empresas já constataram que tem um fator motivacional que vem recuperando a eficiência de seus colaboradores e aumentando a produtividade da empresa.

De fato é impossível imaginar alguém motivado estando inadimplente com a mensalidade da escola do filho, contas de necessidades básicas atrasadas, escritórios de advocacia ligando para cobrar diariamente, a fatura do cartão multiplicando-se em juros e com aluguel ou financiamento sem pagamento. 

Por mais que algumas empresas disponibilizem assistentes sociais ou profissionais de recursos humanos habilitados a ajudarem, os funcionários ficam constrangidos em pedirem essa ajuda, preferindo os especialistas do programa de educação financeira, exceto quando a situação está insustentável ou não programa adotado. E quando pede diretamente a empresa, normalmente, o desfecho nem sempre é o melhor, pois já tivemos casos em que os colaboradores fizeram acordo para pagarem suas dívidas. Por isso a importância do programa como prevenção e apoio aos funcionários. 

Da mesma forma que o programa ajuda uma pessoa endividada a recuperar-se financeiramente, ele também promove a prosperidade financeira daqueles que se encontram numa melhor situação.

E se a empresa quer alguém motivado, construindo e realizando sonhos e contribuindo para os seus resultados, deve começar desde já a pensar na adoção do programa de educação financeira.

Rogério Braga
Consultor Financeiro
Tel. (21) 96731-0919