Avaliação de imóvel. Nada é tão simples como parece e o corretor é peça fundamental nessa engrenagem.

Avaliação de imóvel. Nada é tão simples como parece e o corretor é peça fundamental nessa engrenagem.

Em qualquer relação comercial o cliente que se planeja para comprar um produto ou serviço tende a avaliar em primeiro lugar o preço.

O empresário também se protege e procura colocar um preço que atraia o cliente para sua loja e assim possa ter preservada a sustentabilidade do seu negócio. 

No mercado imobiliário o cliente também quer pagar menos dentro do perfil de imóvel que deseja, mas a formação do preço final é completamente diferente. Não sei se existe outro mercado semelhante, mas posso afirmar que para precificar imóvel a metodologia aplicada no comércio tradicional não se enquadra. 

Quem já teve a oportunidade de participar de uma avaliação de imóvel sabe que despesas, custos e margem de lucro não aparecem na conta. 

Há muitas variáveis que determinam um valor de imóvel. Algumas objetivas e outras subjetivas. Não faltam elementos como preço de mercado, localização, posicionamento, vista, condições estruturais, documentação, avaliação pessoal do “opcionista”, imóveis vendidos na região e no mesmo perfil, dentre outras. Junte a tudo isso a relação afetiva e a possibilidade do proprietário pedir avaliação já estando com um valor definido. A tarefa não é fácil.

A finalidade é que o mercado absorva esse valor, sabendo que as propostas serão sempre pela sua redução, o que ocorre quando os valores transacionados são mais elevados.

Feito isso, é de se esperar que o proprietário queira vender e o corretor esteja na mesma sintonia. 

Infelizmente nem sempre funciona assim. O proprietário fica preso ao valor que deseja e acaba não percebendo a oportunidade que se apresenta para fazer um ótimo negócio. Isso ocorre principalmente quando o valor da venda desse imóvel será destinado para compra do próximo. Partindo do princípio que ele pretende se mudar para um imóvel que considera melhor, não faz sentido querer que esse imóvel cubra todo o investimento do outro. Mas convencê-lo não é simples.

Também há culpa do corretor que deve se colocar de forma firme diante do proprietário, uma vez que é o único profissional habilitado a falar de mercado imobiliário.

Nessa relação entre vendedores e intermediários existe o ingresso do comprador que vai tomar a decisão baseado no preço, na confiança do corretor e da imobiliária e na sua capacidade de pagamento.

Para quem acha que mercado imobiliário se resume a compra, venda e locação de imóveis é porque não conhece o trabalho que esses profissionais exercem e a quantidade de conflitos que administram até a conclusão da relação comercial.

Nesse ambiente tão competitivo exige-se cada vez mais do corretor e esse deve se capacitar constantemente para enfrentar os desafios que a profissão apresenta. 

Quer se qualificar? Acompanhe nossas postagens e participe com comentários e compartilhamentos.

Até breve!

Rogério Braga